TALVEZ UM DIA NÃO IMPORTE QUEM VOCÊ É NEM DE ONDE VEIO E TAMPOUCO O QUE FAZ COM SEU CORPO NU


Democraticamente todo ser humano tem direito adquirido a lutar pela igualdade entre raças, sexo, credo religioso e a utilização da azeitona no pastel de carne. Se avançamos ou não na igualdade social ao longo dos anos é uma questão de ponto de vista de quem defende esta ou aquela classe. O próprio fato de dividirmos as pessoas por sua cor e opção sexual já deixa clara a discriminação.

Está para nascer o dia em que não vamos nos importar com isso. Será tão natural quanto torcer para um time de futebol. Isto não vai qualificar ou tirar o mérito de que é torcedor para um time, gosta de sertanejo, chupa um órgão sexual igual ao seu ou é um pouco mais moreno que o vizinho. A gente vai até fazer piada com isso e ninguém vai levantar uma bandeira de isto é humor negro.

Mulheres não terão mais um dia internacional, bem como homens não tem porque não precisamos enaltecer isso que somos desde que nascemos ou fomos criados a assumir e nos orgulhar.

Eu me orgulho de ter lutado para ter um emprego decente, ter uma família e amigos. Me orgulho de não me meter na vida de ninguém porque eu tomo conta da minha sozinho, mesmo cometendo erros que humanamente são aceitáveis.

Não mato, não desrespeito, não ligo para quem você é nem de onde veio. Trato igualmente meu chefe e o porteiro do prédio. Não gosto do taxista se metendo na minha conversa.


Gosto de mulher de tudo quanto é jeito. Já tive tesão vendo um travesti comendo outro. Chamo meu camarada que parece um deus de ébano núbio de “negão” e ele ri porque sabe que vindo de mim é uma forma de carinho. Frequentei igrejas católicas, fui a terreiro de macumba e tenho parentes evangélicos. Acho judeus engraçados. Torço para um time diferente da minha esposa. Rio quando vejo uma criança fazendo merda. Tenho mais cumplicidade com um dos meus amigos gays que com um grande amigo hetero. Atrasei contas. Vejo um idoso lembro do meu avô e penso que ele gostaria de ser bem tratado e respeitado. Puxo conversa com qualquer um. Não gosto de dar cigarro pra vagabundo.

Fugi do assunto. Mas é isso mesmo. A gente não precisa ser tolerante, enaltecer na verdade porra nenhuma e rir porque alguém não sabe fazer a conjugação correta de um verbo na mesa de bar. Mas não precisa fingir que não existe a desigualdade, achar tão absurdo determinadas datas e nem corrigir o amigo na frente de todo mundo.

Um dia desses só vamos comemorar cada dia que estamos vivos. Seres de outro planeta vão encontrar um mundo em harmonia cheio de gente se comendo, de várias cores, religiões, sexos, times de futebol e cheios de vida. Orgulhosos apenas por serem humanos dignos do mundo onde vivem.


Aí um alien infecta alguém e começa o genocídio desta raça que será dominada por uma inteligência superior. Aí seria a lei da sobrevivência do mais forte e não vai fazer a menor diferente se você gosta de dar a bunda ou escuta pagode.

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Sobre ruffuslenhador

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