Arquivo do mês: março 2011


Sempre fui daquele criança grande, mais gordinho socado com cara de bobo que parrudo mal encarado que me tornei hoje. Até determinada idade não havia problema algum na escola até chegar na 6ª série e começar a encontrar aquela turma de “veteranos” donos das lixeiras e seus 30 minutos de recreio. Aprendi em casa a ignorar os insultos, tropeços e todo azar de coisas que um garoto sofre nessa idade dos mais velhos… até começar a ganhar mais peso e a coisa mudar um pouco de figura. Os insultos começaram a virar agressões mais sérias até o dia em que soltei meu primeiro soco em “amigo” e desde este dia então ninguém mais mexeu com aquele garoto que vivia de cabeça baixa.

Passei a andar com outros garotos mais fortes, gordos ou altos, também, nos tornamos um reflexo dos mesmos agressores qUe nos fazia perder alguns precisos minutos de respeito e vergonha alheia. Eu roubei lanche de criança, tranquei muito garoto no banheiro alagando sem contar várias latas de lixo na cabeça e outras táticas das quais não me orgulho HOJE e acabaram moldando um rancor dentro de mim por ter feito isso um dia, que não gosto mais da covardia humana mas também a inércia que pode vir a fazer o que fez comigo, efeito triplicado de ódio pelos outros seres humanos.

Nada justifica a violência, nada, mas este negócio de dar a outra face, comigo não funcionou. Só consegui o respeito nos punhos, mas é preciso saber onde, quando e quantas vezes bater. Isto se chama consciência moral.

Pratiquem. , mas este negócio de dar a outra face, comigo não funcionou. Só consegui o respeito nos punhos, mas é preciso saber onde, quando e quantas vezes bater. Isto se chama consciência moral.

Pratiquem.


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